quinta-feira, 23 de abril de 2009

VOLTANDO A VELHAS (E BOAS) PRÁTICAS


I'm back!

Atenção galera: depois de alguns anos e muitos pedidos estou voltando ao meu projeto de aulas.

Estou separando um dia na semana pra atender a galera que quer trocar informações sobre música, harmonia, improviso, prática de conjunto, gravação, produção musical, equipamentos, softwares, enfim... tudo o que pudermos aprender juntos.

A aula é uma troca. Nunca sei de tudo e nem saberei. Mas tenho certeza que junto com alguém sempre poderemos
aprender alguma coisa nova! Sempre trabalhei com métodos próprios de aula, e já estou atualizando tudo pra preparar um material nota 10 para os corajosos... rsrsrs...

Quem quiser mais informações, manda um email pra leandro.music10@hotmail.com, que eu respondo com o maior prazer!


Por enquanto é só um dia na semana e com vagas limitadas, então faça logo a sua inscrição, ok?


Grande abraço!!!

LIBERDADE PARA TODOS!!!

Olá amigos. Continuando a nossa série de artigos interessantes encontrados pela internet, aí vai mais uma do "Loucos por Áudio" - que eu indico - um assunto muito interessante e realista.



(Ah, esses produtores... rs...)

Em tempos em que quase tudo é possível graças às maravilhas tecnológicas proporcionadas por computadores e outros equipamentos do mundo digital, onde fica o talento do músico?

A impressão que se tem é que hoje em dia basta ter uma idéia e apertar um botão no computador, que a música sairá pronta como num passe de mágica. Não podemos negar que as ferramentas atuais facilitam muito o trabalho de músicos e técnicos, mas não deixam de serem ferramentas, o que significa que sempre será necessário alguém para manuseá-las. Com certeza Bach economizaria muito tempo quando tinha que escrever uma cantata para cada domingo utilizando um software de notação musical, e Mozart se divertiria muito com um sequencer, mas ainda assim teriam que ser quem foram.

O que acontece é a banalização da arte em função da facilidade que a tecnologia oferece. Por exemplo, um iniciado pode pegar as cifras de uma música, inserir em um software arranjador como o Band-in-a-box e pronto, o playback para ele pode cantar ou tocar junto está pronto. Dependendo do objetivo, o resultado pode ser satisfatório, mas qual será o seu valor artístico? Mais uma vez vai depender de quem programou o software, ou seja, um músico mais experiente pode pegar uma cifra relativamente simples e enriquecê-la harmonicamente, o que produziria um resultado muito diferente daquele do músico iniciante.

A coisa vai além disso. Depois que inventaram “copiar” e “colar”, quantos refrões deixaram de ser feitos? Muito mais fácil fazer uma cópia, principalmente quando está difícil fazer um ‘take’ bom, mas se for só para ganhar tempo, vale a pena pensar se cada refrão com uma interpretação diferente não ficaria mais interessante musicalmente. Isso sem falar no império do Autotune, onde cada vez mais os cantores saem perfeitos do estúdio, mas quando vão para o palco a performance fica duvidosa, isto é, se não utilizarem a versão em hardware do Autotune.

Não podemos crucificar tais métodos, pois mesmo quando não existiam, os técnicos gastavam muito mais tempo buscando soluções mirabolantes quando realmente se fazia necessário algum tipo de intervenção mais drástica. Quem nunca ouviu um técnico mais velho dizer “...no meu tempo a gente fazia isso na gilete...”.

O fato é que se exigia muito mais talento tanto da parte dos músicos quanto dos técnicos quando havia menos recursos. Isso não significa que o excesso de tecnologia seja maléfico, pois quando bem utilizada aumenta a produtividade e dá margem para abusar da criatividade a favor da arte.

(Por Tomi Terahata - Blog "Loucos por Audio")

quarta-feira, 15 de abril de 2009

LIVING AND LEARNING...

Uma das coisas mais preciosas da nossa vida é a capacidade de aprendermos cada dia uma coisa diferente... nunca sabemos tudo, temos sempre que aprender algo...Isso pode ser aplicado na nossa vida de diferentes formas. No meu caso - músico profissional - todos os dias me deparo com surpresas, e faço de tudo pra aprender com elas.
Uma das grandes lições que aprendi recentemente refere-se justamente a uma coisa diretamente atrelada a minha função, que é a música: o PLANEJAMENTO e a ORGANIZAÇÃO. Estive no escritório de administração da Graça Music conversando com o Diretor Executivo de lá, Maurício Soares, sobre muitos assuntos, e, dentre eles, sobre a chegada do CD do Pr André Valadão, que foi gravado ao vivo na Praia da Costa, em Vila Velha - ES, durante o "Jesus Vida Verão" de 2009, CD esse que estive trabalhando como auxiliar de produção na parte musical, juntamente com o Rubinho, que foi o produtor do trabalho todo.
Desde os tempos que o Maurício era diretor do Toque no Altar, onde eu o conheci e trabalhamos juntos, já sei que ele é um profissional super-competente e muito eficiente em tudo o que faz. Mas realmente a organização do evento em geral e todo o processo de produção do CD foi realmente uma aula de produção. Tudo foi planejado com muito cuidado, eficiência e carinho, para que tudo desse certo. O caminhão do equipamento de palco chegou na praia as 7 horas da manhã, desde essa hora os roadies (Ratho e Ser Humano, que trabalham com Skank, Jota Quest entre outros...), juntamente com o Renatinho começaram toda a montagem do equipamento. E era muito equipamento mesmo! Bateria DW, 4 teclados, um piano CP80, amplificadores Orange, Marshall, Trace Elliot, um monte de guitarras Gibson, baixos Fender e MusicMan... enfim... a "Disneylândia" dos músicos, rsrsrs... tudo montado com extrema competência pelos roadies e pelo pessoal do caminhão da captação do audio.
Destaque pro Rubinho - não é a toa que é um dos principais produtores do Brasil - tudo já previamente gravado, editado e ready for use, distribuído em dois sistemas idênticos: Mac Book Pro e Digidesign M-Box, com sessões idênticas e funcionando (um sistema era apenas reserva, que não precisou ser acionado).
Encurtando a história: como o AV já vinha de turnê e estava num ritmo louco de ensaios, tudo estava muito bem preparado pro show e pra gravação. Depois de toda a arrumação de palco e passagem de som eu tive uma visão que ao meu ver era absolutamente impossível de existir: Aproximadamente 16 horas NO DIA DA GRAVAÇÃO, tudo já estava 100% pronto. Palco, luz, som, áudio, vídeo, captação, camarim... enfim, tudo! E o que os músicos foram fazer então? Eu nunca poderia imaginar que no dia de uma gravação de CD e DVD ao vivo, por volta das 16 horas, os músicos estavam liberados pra ir pra praia (!!!). Isso mesmo! Como ainda estava um solzinho de fim de tarde, a galera caiu na água (!!!). Eu já gravei mais de 5 DVDs. Dois como produtor musical. Nunca imaginaria que eu, as 16 horas em um dia de gravação poderia me dar ao luxo de descansar, com a cabeça tranquila sabendo que tudo estava 100% funcionando. Pra terem um idéia, a passagem de som do DVD "É Impossível mas Deus Pode" do Toque no Altar - que eu produzi - COMEÇOU as 16 horas... Realmente aquilo me impressionou muito e me fez aprender diversas lições...A principal: Organizar e Planejar são atividades muito mais importantes do que realmente parecem. Economiza muito tempo, evita o desgaste e retarda o aparecimento de cabelos brancos... rs...
Pra finalizar: Tenho o CD e já assisti as prévias do DVD do AV. Nunca vi algo assim no meio gospel. Impecável. Desde os grafismos da abertura, inserções, edição de vídeo, tudo fantástico. Compre o CD e o DVD, vale a pena.
Um abraço galera!
A gente se vê!
Vivendo e aprendendo sempre!





FINALIZANDO O TRABALHO...



Olá galera! Retornando com a postagem de matérias especiais que acabo encontrando pela internet, aí vai uma muito interessante que encontrei no "Loucos por Audio":


Vamos abordar a principal diferença de dois processos importantíssimos durante a produção de um CD que são: Mixagem e Masterização.


Mixagem

A mixagem consiste basicamente em nivelar e obter equilíbrio de todos os takes gravados de forma que ouçamos claramente instrumento por instrumento sem que nenhum encubra o outro. Vale lembrar que para mixar um trabalho há infinitos critérios e métodos, mas o que não podemos deixar de lado é ter sempre a presença de um profissional com experiência e vivência na área, um ótimo ouvido e bom senso para discernir o que está “over” e o que não está. Com o advento de muitos ‘home estúdios’, hoje em dia, nos deparamos com muitas pessoas que dizem ser técnicos, mas fazer um trabalho importantíssimo como esse é preciso muita, mas muita experiência e paciência. Geralmente quando vamos mixar um trabalho, a tarefa básica, como já falamos, é balancear e dosar os volumes, equalizações, compressões, efeitos, pan, etc, dos instrumentos gravados.


Masterização

A principal tarefa da masterização é nivelar os volumes de todas as faixas de forma uniforme para o um padrão de mercado, equalização, compressão e a inserção do ISRC (International Standard Code) que identifica cada fonograma e nos permite o controle dos direitos autorais de execução. Muitos acham que a masterização arruma falhas da gravação e mixagem, mas isso não é verdade. Ela apenas colabora com o trabalho realizado. Por isso para uma masterização eficiente e de sucesso, as etapas anteriores (gravação e mixagem), tem que ter sido bem feitas. Não adianta nada ter uma boa masterização se o trabalho foi mal gravado e péssimamente mixado.

A grande sacada tanto para uma mixagem e masterização de sucesso é ter muito critério e ouvir muitos CDs para ter referências e com isso chegar a ótimos resultados.


Vamos lá, galera!!! Muito som!!! rsrsrs...

sexta-feira, 10 de abril de 2009

APRENDENDO SEMPRE!



ALÔ GALERA!

Voltando mais uma vez... rs...

Estou aqui porque realmente tenho que compartilhar de uma experiência musical marcante que tive no último dia 6 de abril, uma segunda feira totalmente despretenciosa, mas que foi muito legal.

Estive tocando em um projeto chamado "Espaço Memorial Instrumental", um projeto de musica instrumental muito legal promovido pela Igreja Batista Memorial em Nova Iguaçu. Feito no Pátio da igreja, com um som bacana e um ambiente super-informal, estive presenciando o show da banda do Renan (baterista) no mês de março juntamente com o Davidson Rodrigues (guitarrista), após umas sessões de gravação do disco da Banda LC3 (inclusive... estamos na finalização da mixagem... aguardem mais um pouquinho... rs...), e após o evento o Davidson (vulgo "Baqueta") foi convidado oficialmente pra fazer o evento do mês seguinte.
O evento em si foi muito bacana. A banda foi Thiago Souza (baterista), derrubando todo mundo com suas quebradas, meu grande amigo Fábio Muniz, baixista, sempre sensível a tudo o que a música está pedindo e o Baqueta que, como era "the star" do show, foi o responsável pelo repertório e pela condução do show, tanto estruturalmente quanto musicalmente, afinal, eram dois milhões de solos de guitarra... rs... E, finalmente, esse que vos fala nos teclados, perdidinho no meio das músicas e atrapalhando os caras... rsrsrs...

Depois de algumas músicas, alguns improvisos e, as vezes, algumas tiradas musicais muito maneiras (rs...), houve um momento de perguntas, onde o Baqueta esteve falando sobre música, estudos, setup e etc... até que fui surpreendido pelo melhor momento da noite: o pastor da igreja nos pediu para darmos, individualmente, um toque, um conselho aos músicos iniciantes que estavam assistindo. Então lá fomos nós... Baqueta falou sobre perseverança, Thiago falou sobre estudos, Fábio falou sobre dependência de Deus, eu toquei em alguns tópicos como ter um alvo, ser centrado no que quer, etc... e aí o próprio pastor foi dar a sua palavra. Então tudo mudou.
O pastor foi perfeito em sua colocação. Ele falou sobre uma qualidade que muitas vezes é esquecida, principalmente entre músicos novos: a HUMILDADE.
Não é difícil nos depararmos com situações onde músicos "novos" estão na fase de descobrimento da música. É até comum, e por vezes cômico, observar músicos que descobriram um novo rudimento, uma nova frase, um timbre diferente e querem apresentar isso como a 12a maravilha do mundo. Por vezes olham para um músico mais "antigo" e disparam milhares de notas, solos, escalas, slaps, arpegiaturas, ARGH! Esperando que o tal "antigo", ou até mesmo algumas das pessoas que estão assistindo o "embate" exclamem: "PUXA CARA! VOCÊ TOCA MUITO!!! MUITO MELHOR QUE O "VETERANO" QUE ESTÁ TE OLHANDO ADMIRADO DA SUA INFINITA TÉCNICA E PLASTICIDADE DE SEUS MOVIMENTOS!!! VOCÊ É O MÁXIMO!!!"... rsrsrs... Mas voltando ao comentário do meu amigo Fábio: "amiguinho todas as notas que você executou sempre estiveram lá, bobinho...". Você não vai descobrir o Brasil, nem a América, e muito menos fazer uma revolução na cabeça das pessoas tocando seus milhões de notas por segundo... rsrsrs...
Eu apenas concluo o raciocínio daquele pastor: Antes de estudar, antes de tocar, antes de falar, antes de tudo: SEJA HUMILDE! Alguns dos maiores e melhores músicos que eu conheço são pessoas maravilhosas, que em nenhum momento se sentem maiores ou melhores que ninguém, mesmo tendo know how e conhecimento pra isso. São seres humanos que se comportam como tal. Sua destreza não os torna superiores... pelo contrário, são de humildade impressionante.
Apenas pra destacar: um dos melhores tecladistas que conheço é o Mito, do Novo Som. Toca demais. É um cara genial. Mas ao mesmo tempo é uma pessoa fantástica, gente boa, atenciosa e um dos caras onde a humildade é realmente uma característica marcante. Um grande abraço, meu camarada! O mundo musical precisa de mais pessoas como você.
Galera, é isso. Sejam acima de tudo HUMILDES. Humildade não é se rebaixar, não é você deixar todo mundo falar ou fazer o que quer de você. Respeite aos outros como você gostaria de ser respeitado.
E não esqueça de estudar... rsrsrs...
Grande abraço!



terça-feira, 3 de março de 2009

NOVIDADE NA ÁREA!

Novidade!








Eu de novo... rs...



Galera... preparem-se pro lançamento da minha banda, hein! Estamos gravando um disco muito legal, bem musical, todo pra cima! Com uma mensagem bem atual pra juventude. Pop/rock honesto e com a cara da galera...



Depois dá uma conferida lá no nosso My Space: www.myspace.com/bandalc3.



Aguardo vocês lá!
.

VOLTEI!!!











Olá galera!

Quanto tempo, hein? rsrsrs... Puxa... tenho estado muito atarefado esses dias... muito mesmo... estou fazendo vários trabalhos simultâneos e isso tem me consumido um bocado de tempo...


No momento me encontro todo enrolado finalizando alguns trabalhos, no meio de outros e iniciando outros ainda... rs... as vezes dá um nó na cabeça, mas a gente vai se virando, rs...Estou em fase de finalização do disco do cantor e meu amigo Diego Bruno, de Vitória - ES, que vem com um CD muito interessante, com uma pegada pop/rock muito versátil, letras interessantes e uma proposta bem jovem que irá agradar a juventude do Brasil. Foi gravado em vários estúdios e por vários músicos, mas em nenhum momento foi dispensada a qualidade e a sonoridade do trabalho.

As baterias foram gravadas pelo Thiago e pelo meu parceiro Marcelo Palmieri (o cara da foto lá encima!) e ficaram show, pegada forte e interpretações precisas dos músicos.O baixo foi gravado pelo grande Fábio Muniz, amigo há mais de 10 anos, cantor, compositor, baixista, violonista, professor, enfim... o cara é o sideman do momento... rsrsrs... um cara que admiro muito e brilhou com suas interpretações no baixo e nos violões do disco. Inclusive está lançando seu primeiro CD, onde canta, toca, compõe, mixa, serve cafezinho, é motorista, roadie... rsrsrs... brincadeira... (só a parte do cafezinho... rsrsrs). Meu amigo Davidson Rodrigues, o Baqueta, que gravou as guitarras no seu estúdio, o Censura Livre. Como bom roqueiro e fâ de Steve Lukather, mandou ver nas distorções e nos solos... muita pressão nas músicas e bom gosto nos arpejos... com certeza um dos destaques do disco.

Agora estou terminando a mixagem e dando os últimos acertos pra entregar a master. Aguardem que vem novidade por aí. Por enquanto, podem conhecer o trabalho do Diego em www.diegobruno.com.br.

Abração!

terça-feira, 25 de novembro de 2008




Dando uma passeada em alguns sites sobre música encontrei esse artigo. Achei muito legal e estou postando. Aos poucos vamos formatando esse blog aqui, né? Abraço a todos!








Com seu material em mãos, a tentação de gravar é grande. Para muitos, ir a um estúdio de gravação é caro demais. Para outros, a gravação em casa pode ser uma opção. Se ficar bom gravando em casa, porque não gravar em um estúdio comercial?Seja qual for a sua intenção, gravar é um divertimento, e um processo muito criativo. Quando você não está sob pressão para chegar a uma qualidade profissional, você pode levar o tempo que quiser trabalhando e aperfeiçoando sua música. Isto não quer dizer que um resultado profissional não possa ser obtido em casa. Com o tipo certo de equipamento e perícia, você pode conseguir.Este é um processo passo a passo para se gravar música em casa, juntamente com algumas dicas de gravação. Se, seguido a risca, vai levar a uma plena realização do potencial de sua música.


1. Programação MIDI

Pra começar, vamos trabalhar nas partes sequenciadas. Hoje em dia muito do material gravado é sequenciado. Com a tecnologia de hoje, temos sons incríveis de bateria, pianos, cordas e metais. A primeira coisa a fazer é configurar o seu plano de gravação. Você vai gravar músicas MIDI para formar a base do seu arranjo. Fique a vontade para trabalhar bem nessa parte do processo. Se você conseguir uma boa programação, muito do processo já vai estar pronto antes mesmo que você entre no estúdio.Começe com um metrônomo ou uma base de bateria bem simples.Juntamente com uma base rítmica, você deve gravar o seu principal instrumento de acompanhamento. Este pode ser um piano ou um violão. Lembre-se que os músicos e cantores vão precisar saber quando começar a tocar e cantar. Certifique-se de iniciar a música com uma contagem.


2. Voz guia

A voz guia é importante para que os músicos sintam a melodia. Essa voz não é a definitiva, apenas para poder guiar os músicos em suas performances. Tente colocar emoção na voz para que os músicos sintam as nuances da melodia e possam colocar sua energia nos takes.Grave com emoção, mas não se preocupe muito com detalhes. Você vai ter a oprotunidade de gravar o vocal mais tarde.


3. Gravando a bateria e o baixo

Deixe os músicos ouvir a guia MIDI. Certifique-se de que eles compreendam o sentido da música. Solte seu sequenciador, a fim de que eles ouçam tanto o instrumento que você gravou como os vocais. Ative o metrônomo no seu sequenciador, para que o baterista tenha um clique para se basear. Grave a bateria. O metrônomo só é necessário se você estiver gravando ao vivo ou gravando em MIDI tocando em um teclado. Se você estiver gravando de um programa, você não precisará usar um metrônomo. Muito pelo contrário, você vai querer humanizar a “levada” da bateria. Faça isso variando os volumes de cada uma das notas, e tente deslocar ligeiramente algumas notas fora da batida. A maioria dos sequencers têm uma função que faz isso automaticamente.


4. Gravando Piano, Guitarras e outros instrumentos rítmicos

Agora você irá substituir o canal de acompanhamento que usou como guia. A guitarra é um instrumento rítmico muito forte. Basta seguir o seu roteiro -- toque o acompanhamento onde indicado, contraponto onde indicado, solos e pausas onde você planejou. Fique com a regra geral que se a espontaneidade funcionar, vá atrás dela. Após as guitarras, coloque o piano. Desde que o piano é livre, e pela sua natureza tanto melódica quanto rítmica, eu prefiro colocá-lo depois da bateria, baixo e guitarras.


5. Gravando outros instrumentos e solos

Quando você escreveu o roteiro de sua música, você fez a maior parte do trabalho. Você sabe exatamente o que é tocado por cada instrumento e quando. Instrumentos de contraponto são aqueles que vão desempenhar a melodia secundária. Eles podem ser saxofones, sintetizadores, guitarras elétricas, ou mesmo órgãos e acordeons.Porque essas faixas podem se destacar na mixagem, deve-se tomar cuidado para que eles estejam sendo executados corretamente. Se, por algum motivo, eles não se encaixarem na música, reveja o arranjo. Uma base limpa as vezes é melhor do que muita “massa” sonora. Tente ouvir para julgar.


6. Grave os vocais

Antes de mais nada precisamos saber que a voz humana utiliza músculos que vão se cansando, então é muito importante o aquecimento antes do seu uso.Descanse, medite o tome água depois de longos períodos de canto.Depois do aquecimento, tente gravar uma tomada. Só pare se você esquecer a letra ou se perder completamente. Depois ouça a tomada e faça as anotações necessárias. Se a maioria estiver correta, corrija apenas as partes. Esta será sua tomada de segurança onde todas as notas e palavras estão cantadas corretamente.Agora vamos fazer outra tomada. Lembre-se que a performance é mais do que apenas a música. Você tem que sentir a música, e deixar se levar pela emoção. Uma emoção pode ter vários aspectos como raiva, carinho, determinação, etc. Novamente, corrija apenas o necessário.Por fim, vamos fazer mais uma tomada. Tente novas variações. Após essa tomada você terá três canais com diferentes interpretações. Com isso, você pode juntá-las e conseguir sua melhor performance.Depois disso tudo você pode querer regravar seu track de segurança. Veja bem se você não está com a voz cansada pois pode estragar sua primeira tomada.


7. Gravando os Back Vocais

Estes vão por último, porque eles devem se misturar suavemente com o vocal. Se o solista opta por uma maior liberdade com os tempos e pronúncias, é melhor basear seu back vocal com o desempenho do cantor. Caso contrário, pode ficar bastante confuso. Certifique-se de que os cantores estão em sincronia e em tempo uns com os outros. Eles devem ter um conhecimento claro do que eles estão cantando, com base nos registos escritos. Não confiar em "deixa comigo", mas também não exclua uma variação brilhante que alguém possa dar na hora. O objetivo é obter as melhores performances. Alguns preferem gravar os cantores juntos, outros preferem registar cada cantor individualmente. Faça o que for melhor para se obter um bom resultado.


8. Fazendo uma primeira mixagem

A música de amostra é uma música com semelhante instrumentação, e uma sensação semelhante à música que você gravou. Você irá basear a sua mixagem sobre a sonoridade criada nesse modelo. Ele será o referencial a ser seguido. Toque todos seus canais. O objetivo é trabalhar rápido e não gastar muito tempo sobre esta primeira mixagem. É apenas para dar uma idéia sobre como sua mixagem vai ficar. Uma boa idéia para se mixar uma música é organizar no papel onde cada membro da banda ficaria se estivessem no palco. Em seguida, faça um pan para posicioná-los, mantendo os vocais, o baixo e a bateria no centro. Se tiver outras idéias artísticas, naturalmente aplique-as. Em seguida, ajuste os níveis de cada pista, a fim de que eles soem relativamente iguais, com os vocais ligeiramente a frente. Por último, coloque um tipo padrão de reverberação sobre as principais trilhas para criar uma idéia de espaço. Por enquanto é só.


9. Use EQ e Compressão nos canais individuais

Ouvindo a sua mixagem, você vai perceber que alguns canais sobressaem, e outros simplesmente são engolidos. O ideal é que cada parte seja ouvida, na devida proporção. Posteriormente, iremos lidar com níveis e panning, mas agora há um passo mais importante. Temos de encontrar o timbre certo e frequências para cada faixa. Este é um trabalho difícil. Geralmente, quanto menos interferimos com o que gravamos, melhor. Tente evitar o sobre processamento. Escreva uma lista de todas as suas músicas. Usando a função solo, ajuste cada faixa de freqüência usando a equalização. Certifique-se de que cada faixa alcança o seu melhor som sozinho. Em seguida, abra todas as faixas, e certifique-se de que juntos eles soam muito bem. Cheque sua lista para certificar-se de que cada instrumento é ouvido. Em seguida, aplique compressão. Seja gentil. Clipping, e aquele efeito in-out são o resultado de muita compressão. Instrumentos e vozes que são demasiado altos e, em seguida, desaparecem são o resultado de pouca compressão. Certifique-se de que cada pista tenha um bom nível constante que soe natural.


10. Ajuste de Níveis e Panning

Primeiro, vamos configurar. Para que os faders estejam equivalentes em cada canal, você tem que ajustar os ganhos em cada canal do mixer. Coloque todos os faders no mesmo nível, e ajustar os ganhos em cada pista, a fim de que todas as partes estejam no mesmo volume. De acordo com o mapa que você desenhou da banda no palco, defina seu panning. Nesta fase pode ser útil ouvir através de fones, porque dão uma verdadeira noção do campo estéreo. Depois que você fez o panning da banda, abaixe todos os faders a zero. Eleve o fader do vocal guia para o ponto neutro (0). Então, traga o instrumento principal de acompanhamento (um piano ou violão). Ele deve ser alto o suficiente para estar no mesmo ponto que o cantor, mas não deve interferir sobre a clareza do cantor. Estas duas faixas serão o centro da sua mixagem, e tudo será construído em torno deles. Após acertar sua voz e acompanhamento, vá para a seção rítmica. Comece com a base e o bumbo, o restante da bateria, e o resto dos instrumentos de ritmo. Depois disso, traga os instrumentos de contraponto e qualquer instrumento individual que você possa ter. Finalmente, em traga o back vocal. Depois, cheque cada faixa para certificar-se de que ela possa ser ouvida. Antes de brincar com os níveis, no entanto, ajuste o panning ou EQ para manter a faixa no equilíbrio adequado. A última coisa que você deve verificar é o vocal guia. Toque sua canção agora, e faça os ajustes que você quiser até estar feliz com eles.


11. Inserindo Reverber e echos

Aqui você vai criar a profundidade e ambiência da mixagem. Usando o nosso modelo de uma banda no palco, já decidimos o quanto para a esquerda e direita cada instrumento irá. Na mixagem de faixas com sinais de efeitos de processamento digital, podemos determinar em que medida para trás ou para frente eles irão. Quanto mais a frente mais direto será o som, e menos reverb. Vice-versa para a os de trás. O primeira coisa a decidir é qual seu tipo de sala. A maioria dos reverbers tem predefinições para tudo, desde grandes auditórios vazios até pequenas salas lotadas. Variações sobre o tema reverb incluem atraso, e outros tipos de eco. Recomenda-se usar apenas um ou dois tipos de reverb em todos os seus canais. Colocar um grande auditório, em um instrumento e um pequeno eco sobre outro, geralmente danifica seu som. Você pode mudar a relação entre os instrumentos pela quantidade de reverb muito mais eficazmente do que pelo tipo. Tenha cuidado ao aplicar reverb para instrumentos de baixo frequência, pois ele pode embolar.


12. Ajuste e refaça se necessário

As melhores técnicas de gravação são incompletas sem o ajuste no final. O ajuste é o que vai fazer a sua mixagem profissional. Não é sómente a sua voz que se cansa se você cantar muito, seus ouvidos se cansam se você se concentrar demais. Depois de ter feito sua primeira mixagem, descanse. Se você puder retornar no dia seguinte, ainda melhor. Quando você voltar você estará descansado e sua mixagem vai agradecer. Ouça com atenção a sua mixagem e você irá notar imediatamente se tiver alguma coisa para refazer. Se ela pode ser reproduzida no rádio, você fez um bom trabalho e está pronto para fazer a master. Caso contrário, você deverá ter apenas pequenos ajustes para finalizar sua música.


13. Mastering

É tentador pensar que a mixagem é o fim do processo. O Mastering pode ser facilmente esquecido, mas não deve. Mesmo uma boa mixagem não é otimizada para a queima do CD ou para o rádio. Como experiência, ripe o áudio de sua amostra musical e abra-o em um editor.Em seguida, veja a forma de onda. O mais provável é que a amostra pareça algo como um bloco, ao passo que a sua vai ter a aparência de uma montanha enrugada. Isso ocorre justamente por causa da masterização. Há duas áreas que você irá focar na masterização: equalização e compressão. A equalização o deixa fazer ajustes finais na mixagem. Você pode ter necessidade de aumentar a baixa frequência, por exemplo. Ou então, a sua mixagem pode exigir mais brilho, então você vai aumentar as frequências mais altas. A comparação com sua amostra musical irá guiá-lo. Compressão é manter o seu volume dentro de um determinado intervalo. Isto é especialmente importante para o rádio, onde um bom nível de mixagem vai soar melhor. Tal como acontece com o processo seu de mixagem , seja suave e natural na escolha de compressão. Outras coisas a fazer na masterização incluem normalize e aplicação de fade outs. A normalização, feita após a compressão, é a fase final na masterização do CD. Traz a música a níveis normais de volume para a queima do CD. Ele analisa as partes mais altas, e ajusta o volume de toda a música de acordo. É por isso que você deve comprimir em primeiro lugar, porque compressão afeta os níveis da música. Normalizar, deve trazer para o seu nível final. Fading inclue fade in no início, e fade out no final. Você quer certificar-se de que antes da música começar tenha um verdadeiro silêncio. A mesma regra se aplica no final. Alguns técnicos irão aplicar efeitos para toda mixagem. Um proprietário de estúdio me jurou que colocando uma pequena quantidade de chorus ajuda qualquer música. Ouça sua amostra e compare com sua música. É tudo sobre como obter um ótimo som.


14. Queimar o CD

Depois de queimar o CD escute-o em diferentes players. Você vai descobrir algumas coisas que provavelmente devem ser arrumadas. A maioria pode ser arrumada durante a masterização. Não se esqueça da capa do seu CD. Isso também tem um papel fundamental no conjunto da obra. Espero que essas dicas tenham sido úteis.Um abraço a todos e boa mixagem!


É claro que tudo isso nao é absoluto. Mas dá uma boa noçao de todo o processo.


Um abraço a todos!

(Retirado do blog http://www.meuhomestudio.blogspot.com/, visitem!)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Leandro Silva

LEANDRO SILVA(Clique na imagem para ampliar)

Leandro Silva. Sou produtor musical, tecladista e compositor com mais de 18 anos de carreira profissional.
Minha formação foi auto-didata, seguida por etapas de estudo que compreenderam o curso de arranjo e regência da escola de música CIGAM no Rio de Janeiro (em 1999) e aulas com o professor Rafael Vernet (Ed Motta e outros...).
Participei de eventos nas maiores casas de espetáculos e eventos de grande porte no segmento gospel, tanto no Brasil como no exterior (já estive na Suíça, Itália, Bélgica, Espanha, Portugal e Japão) e já produzi/gravei de mais de 20 CDs neste segmento (minhas últimas 3 produções receberam indicação no Troféu Talento maior premiação da música gospel como melhor álbum do ano em suas respectivas categorias).
Dentre muitos trabalhos importantes, fui tecladista e produtor musical do Ministério Toque no Altar, onde gravei 6 CDs, totalizando mais de 2 milhões de cópias vendidas e 3 DVDs (mais de 200 mil cópias), me apresentando em todo o Brasil e no exterior. Já participei de apresentações com grandes nomes da música gospel como Aline Barros, Cassiane, Carlinhos Félix, Asaph Borba, Novo Som e muitos outros.
Trabalho também com música instrumental (estou produzindo o meu primeiro projeto instrumental, voltado ao público que curte jazz e rock progressivo), fui professor de teclado, harmonia, improvisação e arranjo e sou colunista em vários sites e revistas voltados para a cena musical gospel no Brasil.
Meu mais recente trabalho é a produção musical do DVD É Impossível, Mas Deus Pode do ministério Toque no Altar, gravado em 2007 no Citibank Hall no Rio de Janeiro, este com tiragem inicial de 30 mil cópias.

Além disso, sou endorsee da Ketron Pianos e da Jog Music Instrumentos, além de representante da M-Audio e da PowerClick (monitores para headphones).

Conquistas:

Troféu Talento

Indicação ao Grammy Latino 2008